quarta-feira, 11 de maio de 2011

Paixão por sapatos

Chanel, scarpins, mules,sapatilhas, peep toes, anabela, meia pata, rasteirinha, plataforma.... Uma infinidade de modelos, formas, opções, paixões!

Os sapatos estão aí, ao nosso redor, o tempo todo, agora. Chegam sem pedir licença e já vão ocupando lugar no nosso guarda roupa e nas nossas vidas.

Este queridinho acessório, nos causa sensações diversas, desde a escolha até a estréia. Explicarei melhor:



1ª sensação: Amor a primeira vista


Sabe aquele príncipe que você imaginava nos contos de fadas, que chegava montado em um cavalo branco e que te dava aquele beijo apaixonadamente avassalador? Então, não é dele que estou falando. Mas sim daquela sensação de ter encontrado a coisa perfeita, a pessoa perfeita ( no caso, o sapato perfeito). Ele lá da vitrine olha para você e você retribui o olhar. Nos pés da sua amiga, ele dá aquela piscadinha fatal e você se entrega. E neste jogo de olhares,o resultado é único: Amor à primeira vista.



2ª sensação: Me apossarei de ti


Após descobrir o amor, o próximo passo é a conquista. E neste jogo existem várias armas e truques, como pedir o telefone, deixar um bilhete na mesa ou até ser direta e falar toda a verdade na cara dele. No caso, as armas infalíveis são outras, pode ser em dinheiro, crédito ou cheque. Em casos extremos,vale até cheque especial ou empréstimos. Você não faz aquele tipo de joguinhos e afins e não tem paciência para conquistar, você quer possuir imediatamente. E no final, lá está ele, preso a você, dentro da sacola, quando você sai da loja com aquela sensação indescritível de posse, de dever cumprido.



3ªsensação: Sua inveja faz a minha fama


Já se imaginou saindo nas ruas de mãos dadas com Rodrigo Santoro, Henri Castelli ou o Gianecchini? Será mais ou menos a mesma coisa quando você sair por aí, desfilando com sua mais nova aquisição. Querida, você causará inveja, olhares tortos e paparazzis. Será o alvo de tudo e de todos. E essa sensação....ah, essa sensação é única.




Os homens não entenderão nunca essa paixão que as mulheres sentem por sapatos. Talvez por ciúmes, sei lá. Ou talvez por que nada que os cerca, causa todas essas sensações maravilhosas que os sapatos causam nas mulheres: nem carros, nem bebidas, nem o futebol......

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Me passam coisas.....






Hoje eu parei para pensar na vida. As vezes tenho essa mania de pensar na vida. Em tudo que já viví e tudo que ainda espero viver.

A gente lê tanta coisa em vinte e quatro anos de vida ( 24? Jura que já tenho isso tudo? É vinte e quatro),muitos quadrinhos, e a minha personagem preferida era a Magalí, sei lá, a Mônica era muito sem graça, só sabia rodopiar o Sansão e bater no Cebolinha, era grossa e lerda, e de lerda na história já basta a pessoa que vos escreve.


Aí a gente passa para os contos de fadas,mas desses eu já falei muito por aqui e hoje em dia quero correr do destino Cinderela, Branca de Neve e afins. Vem as crônicas, os contos, os Sertões de Guimarães e a beleza da Lispector.


Aí seria lindo, perfeito se a gente continuasse por esse caminho de evolução literária, ou até mesmo se terminasse por aí, na Lispector, no Sabino ou em qualquer um desses. Mas não! A gente teima, na verdade a gente briga para regredir. A gente luta até para confessar que os "queridinhos" auto ajuda não fizeram parte da nossa história. Mas eles estão aí ao nosso redor. O tempo todo. Todo o tempo. Talvez agora.


Na verdade eu sempre pensei muito sobre esses livros de auto ajuda.Porque assim, uma pessoa para escrever um livro de auto ajuda, precisa no mínimo não precisar mais de ajuda e dominar os temas: relacionamentos, carreiras e sucesso. É, porque esse tipo de livro só ajuda nessas três categorias. Aí que vem a minha reflexão. Relacionamentos: Se o autor fala que domina relacionamentos com base nas suas explicações e dicas no livro, ou ele é muito mentiroso ou um tremendo sortudo para conseguir alguém que ature aquelas idiotices e crises de auto confiança que ele tenta transmitir. Sobre carreira e sucesso: Me desculpa, mas será que alguém com uma carreira sólida e de sucesso pararia para escrever justo um livro de auto ajuda? ah vai....


Mas eu só contei essa histórinha toda sobre a minha evolução (ou sei lá, regressão) na literatura, para falar sobre algo que os auto ajuda sempre condenam, abominam: o tal do pessimismo. Influenciada ou não pelos livros, eu sempre detestei esse fulaninho. Só de pensar que eu poderia pensar nele, eu já entrava em pânico. Era de arrepiar os pelinhos do braço.

Pois bem, o que eu fazia? Só tinha pensamento positivo, mesmo se não tivesse eu falava que tinha (isso também estava nos livros),eu esbanjava otimismo que era transmitido no meu sorriso de duzentos e quarenta e três dentes.


O problema é que chega uma hora, que por mais que você queira que o otimismo apareça, ele não vem.Sei lá por que. Talvez foi dar uma voltinha na praça ou até mesmo fazer uma viagem para o Oriente. E é aí que ferra tudo. Porque eu sempre tive essa dificuldade em dosar as coisas, sabe? Oito ou oitenta, triste ou feliz, otimista ou pessimista. Não existe meio termo. E na falta do otimismo lá vinha o estraga prazeres com tudo.


Na verdade (voltando a época da comilona da Magalí), existia uma brincadeira que todas as minhas amigas faziam. Consistia em escrever em uma folha dentro de um quadrado a idade que você queria se casar, e escolher três meninos ( um deles seria seu respectivo marido), três cidades (na qual uma delas vocês viveriam), e três numeros ( que significariam o numero de filhos). Lembro que bem na época (coisa de uns quinze anos atrás), eu afirmava que me casaria com vinte e cinco anos. Vocês leram direitinho? vinte e cinco anos! ou seja, ano que vem foi o futuro mais improvável e longe que eu imaginava no começo da adolescência e foi só eu piscar o olho e ele chegou.


Aí que vem a grande questão. Aquela sabe, que os inúmeros livros de auto ajuda não conseguem te passar. A questão não é ser otimista, o segredo é enxergar algum otimismo nesse pessimismo todo. Porque aí você sempre sai no lucro.( e eu não quero fazer minha carreira escrevendo auto ajuda, viu gente!) "Eu poderia estar matando,estar roubando..." Mentira! Eu poderia simplesmente me afogar naquele imaginário de rugas, cabelos brancos e botox. Ou simplesmente acreditar que existem coisas boas nisso tudo. Porque é bonito pensar assim, e é mesmo! ( quero direitos autorais por esse parágrafo, viu autores de auto ajuda?)


Sempre batí na tecla que é uma chatice essa coisa de só aprender a coisa depois que a coisa já passou. Mas hoje eu acho até divertido. Sério! A gente aprende a se divertir com as coisas. A gente aprende que não é ser otimista ou pessimista que as coisas deixam ou não de acontecerem. A gente aprende a rir de tudo isso. A gente aprende que a vida é sempre uma gargalhada, mesmo quando está em lágrimas. Mesmo com rugas, botox e cabelos brancos.....





terça-feira, 29 de junho de 2010

A Copa do Mundo (por ELAS)


Não é que não entendemos de futebol. Pelo contrário, sabemos reconhecer passes bonitos, toques perfeitos e até o infeliz do impedimento que teima em complicar nossas cabeças. A gente só enxerga a copa assim, por outro ângulo entende?


Futilidades à parte, nós gostamos do hino. Ah, o hino! É nele que conhecemos as carinhas, os olhinhos e as boquinhas dos jogadores da partida. É com ele que enxergamos as torcidas opostas, lado a lado, sem brigas, coisas que só a copa proporciona ( sempre imagino Atlético e Cruzeiro alí, não seria a mesma coisa), em um espetáculo bonito de se ver.


Os uniformes. Eles estão mais justinhos, não? E como são bonitos. Com essas milhares de câmeras a gente enxerga de pertinho, cada detalhe.
Eu gosto do da Espanha, aquele azul escuro realçando com a pele clara dos jogadores, e aquela jaquela da seleção brasileira? lá vem a tentação do complexo da Beck Bloom.. E o jogo de cores na camisa de Camarões? Lembra a Bahia,nossa querida e amada Bahia. A África vira Brasil.
O azul aparece na rival Argentina de Maradona. Ah vai, mas o técnico trata os jogadores tão carinhosamente que eu até já cheguei a torcer pra "Arrentina". Aparece também na Itália. Ah, Itália... Como são grandes aqueles jogadores! Ganhamos em chances, mas perdemos na beleza.
Mas aí chega o dia do jogo do Brasil. Para quem não sabe, também ficamos ansiosas, o coração acelera e quase sai pela boca. A diferença é que sempre somos positivas. Não queremos incorporar o técnico e muito menos o preparador físico e julgar quem está apto ou não a jogar. O Brasil, mesmo sem Ronaldinho Gaúcho e Pato será sempre a melhor seleção. E não há nada nem ninguém desse mundo que nos prove o contrário.
A nossa preparação é um pouquinho diferente. Não pensamos nos engradados de cerveja e sim nas cores da sombra que combinam com a camisa amarela. Todas com as vuvuzelas. Até que gostamos delas, sabia? Desde que não sejam utilizadas as 7 da manhã.
Tudo bem que não temos o vasto conhecimento masculino nesse esporte. tá certo que colocamos a emoção no lugar da razão diversas vezes.Mas é essa emoção que nos faz vibrar, acreditar e torcer, furando a defesa de muitos marmanjos por aí.


terça-feira, 25 de maio de 2010

Cocaína.

Quando eu era adolescente eu queria um namorado bonito, rico, que fizesse medicina, que gostasse de animais e que tocasse violão ( tipo naqueles luais com uma rodinha de amigos ao redor). Aí, assim como minhas espinhas e minha timidez, a adolescencia foi embora. Parece que eu pisquei o olho e ela foi embora, assim, sem nem se despedir ou deixar um telegrama.

O namorado bonito apareceu (não,ele não era médico,nem tocava violão. A parte do Walt Disney aconteceu na minha infância,apesar de sempre teimar em aparecer até hoje). Só que esse conto de fadas desmoronou, mais rápido até que minha acne,e, por mais que a gente queira ser otimista, a decepção chega arrastando tudo em volta, como um furacão, pior, chega mais rápido que cocaína ao cérebro.

Essa coisa de momento é estranha, chega até a ser cômica. Quando uma coisa vai bem, parece que tudo é um mar de rosas, você, seu namorado bonito, sua pele,seu esmalte, ah vai, até seu pai pára de implicar com o comprimento da sua saia. Mas quando chega essa substância alucinante e monstruosamente avassaladora que te faz cair de um penhasco, você desaba, literalmente. E mais, tudo ao seu redor desaba. O chiclete no seu sapato, a nota baixa, a unha encravada e aquele maldito pedreiro do vizinho batendo pregos às 7 da manhã.

Aí de duas uma, ou você pira, ou espera melhorar. Mas não é uma esperazinha, você espera, mais além, você espera pra caralho,e, o máximo que consegue é acordar com a luz acesa e a cabeça em cima de um livro. Estimulante, não? Não, não é. Mas ainda é melhor que o tal do arrependimento. Esse aí, chega a te deixar de joelhos, em cima do milho, iguais aos castigos da época da minha avó. E é melhor beber bastante aguá, a desidratação sempre aparece, secando sua saliva e suas lágrimas. Te faz implorar e você não resiste à idéia de morfar, se transformar em um Power Ranger e sair por aquela galáxia do Zordon a fora.

Taí o ponto que eu queria chegar, na verdade a parte da adolescencia e do namorado músico foi só uma introdução sem nexo para o assunto relevante. O arrependimento, né? Pois bem, eu sempre ouvi as pessoas falarem que é melhor se arrepender de uma coisa que você fez, do que uma que você não fez, não tentou, não arriscou, etc e tal. A minha experiência com essa idéia de tentar, é realmente frustrante, o trângulo amoroso: eu, minha timidês e meu orgulho, nunca me permitiu ser aquele tipo de pessoa que tenta até o fim, até a morte ou a eternidade. Eu desisto fácil, sabe? E taí a conclusão óbvia, sempre, SEMPRE ! Me arrependo de uma coisinha ou outra que eu não fiz. Algumas mais importantes, outras, nem tanto.

"Mas um belo dia, resolví mudar"... e eu tentei, juro. Brigar com minha timidês foi até fácil, mas me desvincular do orgulho, foi realmente uma batalha. Me enxergava em uma luta entre o Edward Cullen e o Jacob Black , e eu, assim como a Bella, no meio dos dois. "Tchau Jacob",essa parte não causou tanta dor, mas destruir o Edward, que sempre me acompanhou, foi uma tortura.Era como se eu tirasse um rim ou um pulmão do corpo. Mas persistí. Aí fui lá, comprovar se realmente se arrepender de NÂO fazer uma coisa era pior que aquele arrependimento que sempre me aparecia.

Não vou (e não posso),estender muito isso aqui, tá ficando muito cansativo e o fato de ter que sair daqui a trinta minutos também contribui um pouco. Conclusão: Se se arrepender de algo que você não fez te deixava com uma dorzinha no coração, a dor de um arrependimento por algo que você fez, é como um soco no estômago,bem na boca do estômago, e vai por mim, trocentas vezes pior.

É claro que existem pessoas que preferem a certeza, seja com dor no coração, no estômago ou na pontinha da unha. Mas a idéia de masoquismo pra mim, passou bem longe. A dúvida nem dói, pelo contrário, te faz até fantasiar e narrar sua própria historinha passada, aquela, que você nem tentou finalizar, ou inciar, sei lá. Já a certeza do "deu errado"... Essa aí, nem com todos os clichêzinhos de "pelo menos você tentou" e "realmente não era pra ser" te consolam. Foi você quem tentou. E vocês vão ter que resolver isso sozinhos, você e seu arrependimento.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

10 pras 5

Muita gente me pergunta porque deixei de escrever por todo esse tempo. Já ia escrever sobre esse tema e aproveito a ocasião pra me justificar.

Acordo 5 horas da manhã( na verdade,10 pras 5), mas prefiro arredontar, e também, por que 04:50 faz com que eu pareça um peão de obra. Não que não valorize um peão de obras,muito pelo contrário, a cada dia que passa valorizo mais. Mas gente, já fiz inglês, informática, faço faculdade...Isso revolta, né!

A verdade é que o fato de acordar "cedo" serve de abatimento e desculpas pra muitas coisas. Não faço um trabalho, "ah vai, olha a hora que eu acordo gente!" e isso serve pra arrumar o quarto,não ir a lugares chatos etc e tal. A realidade é que minhas desculpas e lamentações se sobressaem sobre o meu puta esforço.

Eu imaginava tudo diferente ( poxa, tenho 23 anos.Me imaginei formada, com uma certa independencia,dirigindo por aí, viajando e trocando de esmaltes três vezes por semana. E tá tudo ao contrário. Tô no meu terceiro curso, perdí minha carteira,sou totalmente e mais um pouco dependente dos meus pais e tiro um tempo corrido no sábado pra fazer a unha, e, se o esmalte estragar aí já era, acetona! Nossa, tô com a mesma dúvida de uma amiga minha, qual o máximo de caracteres que se pode ter em um parênteses? Tem esse limite? porque se tiver eu devo ter escrito no mínimo o máximo de caracteres de uns quatro parênteses, né? Tá, já vou sair).

Então, espero do fundo do coração que eu tenha justificado o fato de não postar por aqui esse tempo todo. Vou mudar,juro! (lá vem os parênteses e seus caracteres outra vez, porque a gente sempre diz que vai mudar). Mas taí, eu não vou perder minha noite de 4 horas de sono pra ficar postando um textinho que não é interessante pra ninguém, que eu duvido que mais de meia duzia de pessoas leiam.
Talvez, mês que vem volte aqui, porque, assim.. eu acordo as 10 pras 5 da manhã, tenho prova, trabalhos e blábláblá.....

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Clube da Luluzinha ( 2ª parte)

Então. Parece que eu acordei, levantei da cama, pisquei o olho e crescí.
Que a Barbie criou vida própria e a futilidade despertou depois de anos em recolhimento. Ah vai. não que eu pareça com a Barbie, aliás meus quadris possuem muito mais centímetros que o dela. Mas é fato. Quando a gente brincava com a boneca vislumbrávamos nosso futuro. Tão certo como o soutiã de enchimento.


Não era aquele sentimento materno criado por bonequinhas de colo, chupeta, mamadeiras e afins. Era evolução. Casa, carros, namorados. A nossa vida futura, moderna e com bastante uso de hipérboles. Aliás. Quem é Susy para chegar perto.


A questão é a influência que a Barbie causa na vida das menininhas sonhadoras. Isso. Tipo o Walt Disney que nos fez acreditar em príncipes do cavalo branco e no felizes para sempre. Ninguém contou as horas de esteira e os quinhentos abdominais diários que a Barbie fez para conseguir aquele corpinho. Que ela deve ter tido várias crises com o Ken. Aliás, ela é orfã? Nunca ouvi falar na existencia do pai e da mãe dela. E, convenhamos, atualmente ela deve fazer diversas lipos e ser uma Madame Botox.*

O certo, é que ao contrário de jornais sensacionalistas, dessa vez, a gente compra a imagem perfeita. Mas estamos falando de nosso futuro. E quem não quer um futuro " a la Barbie"?



São 50 anos de companheirismo. A Barbie revolucionou os modelos de bonecas da época. A Barbie vota, trabalha, tem filhos. É um exemplo da jornada tripla da mulher. A futilidade e a vaidade excessiva influenciada é o de menos, se comparada a tudo que devemos a ela.
Afinal de contas, dieta, carrões e os melhores namorados não fazem mal a nenhuma mulher.


* Inspirado em madamebotox.blogspot.com . Blog da minha querida amiga, Marília Corradi.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

www.uni-vos.com.br


Então. Digamos que mesmo mínima eu possuo uma certa experiência em cursos . Inglês, flauta, dois cursos trancados e um em curso.

É. Direito eu até gostava. Juro. Ainda tirava as melhores notas da sala. Mas o terninho diário e aquela formalidade toda tiravam meu tesão, além, claro, o fato do meu professor ser mais corrupto que o cliente dele.

Publicidade prefiro nem comentar porque entrei e saí dali sem saber exatamente a diferença entre folder, flyers e filipetas.

Ah tá. Esquecí da flauta. Acho que até hoje sei tocar a música do Titanic. Óbvio. Sem os Sibemois.


Eis que aparece a luz no fim do túnel e o jornalismo entra na minha vida. Assim, sem pedir licença nem nada.

Desde pequena eu gostava de ler. Acho que no começo poderia se trocar o verbo gostar pelo forçar. Melhor assim: Desde pequena eu era forçada a ler. Então. Minha tia professora descarregava aqueles trocentos livros aqui no meu quarto. Então era preferível eu ler e ganhar parabens que juntar e guardar aquela mini biblioteca toda e ainda ouvir bronca.

E foi assim que mesmo com a miopia e socos no estômago eu aprendí a gostar de ler. E gostei mesmo.


Entrei no curso de jornalismo. Nunca no começo do primeiro periodo eu sentí aquela coisa sabe. Aquela tal de vocação chamando. E o momento foi incrível. Ela me chamou. Fui até ela. Depois daquilo comecei a acreditar em amores a primeira vista. Nos abraçamos e a partir daí começamos uma linda história que duraria até,.. até. Até ontem,né! Com aquela maldita "filhadamãe" daquela lei.


Gente. Gente! Estou revoltada, amargurada, estressada e mais um monte de "ada" aí.

Tudo bem que a desculpa para abandonar o Direito foi falar pro meu pai que poderia até continuar, porém, que pinduraria o diploma na sala de estar para ele mostrar para todo mundo e só. Desde então nunca pensei que poderia voltar a falar do tal diploma. E desta vez, tão bem.


Como dizem uns aí o diploma realmente não é garantia de sucesso. Também concordo quando dizem que se as pessoas estivessem realmente preocupadas com o conhecimento nem ligariam para um simples canudo. Concordo. Concordamos. Mas então o advogado, o administrador e o publicitário não se importam com o conhecimento? É. Porque se qualquer um pode sair por aí sendo jornalista, eu posso muito bem devorar o Código Penal, ficar por dentro das leis e sair por aí advogando e fazendo licitações.


Realmente acredito que as grandes empresas irão preferir uma pessoa com diploma. Mas e as pequenas? Elas pagarão para um profissional ou um amador que pede bem menos pelo serviço?Ah vai. Se a filha do Gilmar Mendes fosse jornalista será que ele votaria contra?


A questão não é conhecimento e muito menos diploma. Afinal, não é exigido curso superior nem para o presidente da republica, né.

E viva a republica Tupiniquim: Desordem e Regresso.